Governo e bancos criam crédito emergencial para a folha de pagamento

Anunciada na última sexta-feira (27.03), pelo Governo Federal, a Linha emergencial para financiar folha de pagamento de pequenas e médias empresas contará com o valor de R$ 40 bilhões e deve beneficiar 1,4 milhão de negócios. O governo vai entrar com 85% dos recursos, os bancos entram com 15% para dar um fôlego às empresas durante a crise provocada pelo novo coronavírus.

A medida foi divulgada em pronunciamento conjunto feito presidente Jair Bolsonaro, com a presença dos presidentes do Banco Central, Roberto Campos Neto; da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães; e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano.

A linha emergencial de financiamento deve beneficiar 1,4 milhão de empresas, atingindo 12,2 milhões de trabalhadores. O crédito será destinado a empresas com faturamento anual entre R$ 360 mil a R$ 10 milhões. Essa linha vai financiar dois meses da folha de pagamento, com volume de R$ 20 bilhões por mês. O valor financiável por empregado é até 2 salários mínimos. O dinheiro irá direto para a conta do trabalhador. De acordo com medida, a empresa que aderir a essa linha fica obrigada a manter o emprego durante os dois meses de programa.

Caixa e Sebrae negociam linha com recursos do Fampe

A Caixa está estruturando uma linha de crédito com taxas diferenciadas e prazos de carência que contarão com a garantia do Fundo de Aval da Micro e Pequena Empresa (Fampe). Com patrimônio atual de R$ 476 milhões para alavancagem de empréstimos, o Fampe, gerido pelo Sebrae, passa por um processo de reformulação para favorecer o acesso a crédito das micro e pequenas empresas, principalmente com foco no enfrentamento da crise do Coronavírus.

O Fampe garante até 80% do valor do financiamento diretamente com os bancos. O aval do fundo diminui o risco das operações e, assim os agentes financeiros passam a emprestar mais. A partir do processo de reformulação, nesse momento em articulação com a Caixa, o Fampe terá o acréscimo de R$ 500 milhões em aporte de garantias, passando a ter novo patrimônio de R$ 976 milhões. Esse novo aporte permitirá a alavancagem para operações entre R$ 8 e R$ 12 bilhões para micro e pequenas empresas, por meio da garantia real. Todo o crédito será assistido pelo Sebrae em todas as etapas desde a liberação até a liquidação.

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